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© 2017 by Francine Romani 

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Matrix - questionando a realidade

Sinopse: "Em um futuro próximo, Thomas Anderson (Keanu Reeves), um jovem programador de computador que mora em um cubículo escuro, é atormentado por estranhos pesadelos nos quais encontra-se conectado por cabos e contra sua vontade, em um imenso sistema de computadores do futuro. Em todas essas ocasiões, acorda gritando no exato momento em que os eletrodos estão para penetrar em seu cérebro. À medida que o sonho se repete, Anderson começa a ter dúvidas sobre a realidade. Por meio do encontro com os misteriosos Morpheus (Laurence Fishburne) e Trinity (Carrie-Anne Moss), Thomas descobre que é, assim como outras pessoas, vítima do Matrix, um sistema inteligente e artificial que manipula a mente das pessoas, criando a ilusão de um mundo real enquanto usa os cérebros e corpos dos indivíduos para produzir energia. Morpheus, entretanto, está convencido de que Thomas é Neo, o aguardado messias capaz de enfrentar o Matrix e conduzir as pessoas de volta à realidade e à liberdade."


Matrix é uma espécie de realidade virtual na qual todos nós estamos dormindo e vivemos como se fosse real.

Não é verdade que, quando nós colocamos os óculos de realidade virtual, apesar de saber que não é real, nossos sentimentos a interpretam como se ela fosse? Isso é precisamente o que acontece em Matrix: as sensações são percebidas como reais e, como consequência, deixamos de questionar se estamos acordados ou não.

O filme nos apresenta uma história interessante que faz-nos supor ter bebido de diferentes teorias filosóficas.

A Matrix é uma simulação que cria um mundo imaginário onde as pessoas são prisioneiras da realidade

Somos livres?

Se vivemos presos em um sonho compartilhado do qual também não somos os donos, devemos nos perguntar se existe o destino e se nossos atos são realmente nossos. Um dos personagens mais interessantes a esse respeito é o Oráculo, pois é ele quem diz a Neo que ele tem a capacidade de decidir, que só ele é o dono de suas decisões, e o curioso é que, precisamente, o Oráculo é o personagem ligado ao destino.

O filme se baseia constantemente em decisões: pílula vermelha ou azul, saber a verdade ou não. Essa liberdade de decidir foi relacionada com o Existencialismo de Sartre.

Se não existe destino, se não há nada predeterminado, então somos nós quem, com nossas decisões, vamos lhe dando forma. Mas o filme nos sugere também a possibilidade de um destino, de algo já pré-estabelecido e, ao mesmo tempo, aparecem argumentos que contradizem isso.

O Oráculo será um dos personagens mais importantes nesse ponto, mas também Morfeu, cuja postura não nega nenhuma das hipóteses anteriores: ele acredita no destino, mas também no poder de decidir.

Quando Neo supera o seu desconhecimento e se dá conta de que tudo que ele vê é ilusão, manipulações realizadas por um computador, ele percebe, o seu potencial.


Se vc ainda não assistiu vale muito a pena, e se você ja assistiu, vale a pena assitir novamente e prestar atenção aos detalhes.



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